31 de março de 2014

QUARESMA:
 MORTES E RESSURREIÇÕES

O tempo quaresmal é uma caminhada em direção à Páscoa da Ressurreição de Jesus e de nossas ressurreições pessoais. Podemos sintetizar essa caminhada em duas palavras: mortes e ressurreições.
Mortes.

Fazer morrer, crucificar, eliminar, extinguir em nós tudo aquilo que ainda é pecado, vício, tendências negativas como: orgulhos, egoísmos, invejas, vaidades, ódios, ressentimentos, mágoas, sensualidades, erotismos, materialismos, preguiças espirituais, infidelidades, corrupções etc. O trabalho de conversão consiste exatamente em extirpar, eliminar, “fazer morrer” todo o mal que ainda exista em nós, para vivermos uma vida cristã mais santa e ressuscitada.
Ressurreições.

Avivarmos em nós, e tornarmos mais fortes e dinâmicas em nós, as virtudes, as boas qualidades, os nossos bons propósitos de vida, o crescimento de nosso relacionamento com Deus, a vivência de nossa fé e de nosso culto religioso, uma vida matrimonial e familiar de muito melhor qualidade em amor e em convivência, nosso testemunho cristão na profissão, no trabalho, na comunidade, na sociedade. De fato, o objetivo maior da quaresma é levar-nos a muitas ressurreições.


30 de março de 2014

O JEJUM AINDA TEM SENTIDO?

O  jejum – decisão temporária de não comer nada ou comer menos que o habitual – é praticado não só por motivos religiosos. É considerado pela Igreja um exercício de conversão a Deus. Fortalece o espírito e ensina que o sentido da vida não consiste apenas na satisfação dos desejos ou na busca de bens.
Em termos gerais, jejum significa não comer nada, ou comer menos que o habitual. Trata-se de uma prática comum na sociedade, seja por razões religiosas ou não. Há pessoas que fazem greve de fome por motivos políticos. Já outras mantêm rígida dieta alimentar por razões estéticas. Na Igreja católica, o jejum insere-se no contexto das práticas penitenciais, que são exercícios de conversão a Deus.
O jejum não é algo desconhecido ou rejeitado pela cultura moderna. Na história recente, ficaram famosos os jejuns praticados por Mahatma Gandhi (1869-1948). O líder político indiano jejuou em diferentes ocasiões – em algumas delas por até 21 dias – como forma de protesto contra a colonização britânica.
Além do âmbito político, onde se utiliza o termo “greve de fome”, o jejum é praticado em questões de saúde, como no caso de pessoas que não ingerem uma série de alimentos por prescrição médica. Há também o motivo estético, na busca por uma melhor aparência. E não se pode esquecer do jejum imposto pela necessidade, em situações de fome e miséria.
Na Igreja católica, o jejum é uma prática penitencial. Mas o que é a penitência? É a virtude cristã que inspira o arrependimento pelos pecados. Em sentido mais amplo, a penitência é “uma reorientação radical de toda a vida, um retorno, uma conversão para Deus de todo o nosso coração” (Catecismo da Igreja Católica – CIC –, 1431).
Trata-se de um desejo de mudar de vida, “com a esperança da misericórdia divina e a confiança na ajuda de sua graça”. Esta conversão interior vem acompanhada daquilo que os Padres da Igreja – grandes homens dos inícios da Igreja, aproximadamente do século II ao VII – chamavam de “compunctio cordis”, ou seja “arrependimento do coração” (CIC, 1431).
Nesse sentido, uma das expressões mais tradicionais da penitência cristã é justamente o jejum – ao lado da oração e da esmola –. Sendo assim, o jejum não se reduz apenas à questão alimentar. Jejuar é “privar-se voluntariamente do prazer dos alimentos e de outros bens materiais”, explica o Papa Bento XVI na mensagem para a Quaresma de 2009.
A Igreja estabelece como dia de penitência toda sexta-feira. Já a Quaresma, que constitui um caminho de treino espiritual mais intenso em preparação para a Páscoa, é considerada tempo de penitência. Trata-se de ocasiões especiais para jejuar, dedicar-se à oração e exercitar obras de piedade e de caridade.
A Quarta-feira de Cinzas e a Sexta-feira Santa são os dias prescritos para o jejum e a abstinência – não comer carne.
Outro jejum indicado pela Igreja é o eucarístico. Quem vai receber a eucaristia deve se abster, pelo espaço de ao menos uma hora antes da comunhão, de qualquer comida ou bebida, exceto água ou remédios (Código de Direito Canônico, 919 § 1).
A Bíblia e a tradição cristã ensinam que o jejum é de grande ajuda para evitar o pecado e tudo o que a ele induz. Por isso, na história da salvação, é frequente o convite a jejuar. O primeiro jejum foi ordenado a Adão: não comer o fruto proibido. Segundo as Escrituras, Moisés, Esdras, Elias, os habitantes de Ninive jejaram.
Já nas primeiras páginas da Sagrada Escritura, Deus ordena que o homem não coma o fruto proibido: “Podes comer o fruto de todas as árvores do jardim; mas não comas o da árvore da ciência do bem e do mal, porque, no dia em que o comeres, certamente morrerás” (Gn 2, 16-17).

Fonte: Aleteia

28 de março de 2014

FÉ E ESPIRITUALIDADE

A vida cristã fundamenta-se sobre as verdades reveladas por Deus, acolhidas na fé. Alimenta-se pela fé nessas verdades reveladas. Manifesta-se pela espiritualidade. A espiritualidade, por sua vez, envolve e anima todas as expressões dos relacionamentos pessoais com Deus, com o próximo e consigo mesmo.
Sem a verdadeira fé no Deus vivo, não há espiritualidade cristã. E sem espiritualidade, não há genuína vida cristã. A vida cristã, aliás, se revela como um estilo de vida baseado na hierarquia dos valores revelados por Deus, e envolve todo o viver de uma pessoa humana.
A fé cristã nasce e jorra “do crer, do acreditar, do ter absoluta certeza” de que Deus existe, de que ele é Uno e Trino, de que se tornou “Emanuel”, isto é, “Deus Conosco” pela encarnação, e veio como Salvador. Essa “absoluta certeza” depositada em Deus abre as portas do coração para “acreditar e ter absoluta segurança” de que aquilo que, por meio de Jesus, Deus revelou, ensinou e propôs, é absolutamente correto e verdadeiro.
A fé se baseia na “autoridade divina”, e não em nossos conhecimentos ou lógicas. Eis a simplicidade da fé: “Jesus revelou tal verdade? Foi ele quem falou? Foi ele quem ordenou, quem declarou?... Sim!... Então posso acreditar! Posso crer! Posso aceitar, e devo viver! Creio, pois Jesus, por ser Deus, fala a verdade e não pode mentir, nem enganar ou trapacear”.
Essa fé depositada sobre a autoridade e a veracidade de Deus é que gera a verdadeira espiritualidade cristã. Por sua vez, a espiritualidade abre o coração e unge o espírito para que todo relacionamento com Deus seja real, verdadeiro, profundo e pleno de graça. Alguns exemplos.
A fé profunda na verdade da presença real de Jesus na Eucaristia produz a “espiritualidade eucarística”. Essa, induz o coração a celebrar com grande devoção, profundidade, alegria e santidade, o mistério da presença real do sacrifício de Jesus, presente em cada Santa Missa; leva a realizar com profundo amor um encontro muito pessoal com Jesus, na Comunhão eucarística. Sem fé e espiritualidade, a Santa Missa torna-se uma cerimônia vazia, rotineira, sem sentido. Com fé e espiritualidade eucarística, a Santa Missa se torna o maior tesouro para o coração, pois é o encontro de maior profundidade com o próprio Deus. Aliás, é a espiritualidade eucarística que leva à adoração, à visita a Jesus Eucarístico, bem como a todo culto eucarístico.
Outro exemplo. Porque cremos que Jesus falou a verdade quando disse: “A quem perdoardes os pecados, estes lhes serão perdoados”, é que nasce em nós a espiritualidade penitencial. Esta nos leva a celebrar o sacramento do perdão com seriedade, profundidade e santidade. Sem espiritualidade, a confissão perde seu sentido, é menosprezada. E se for realizada, o será de forma superficial e rotineira.
Ainda outro exemplo. Aquele que crê em Nossa Senhora passa a ter uma “espiritualidade mariana” que o leva a criar uma amizade com a Mãe celeste, e a ela dirigir as preces de seu coração filial.
Portanto, a fé autêntica gera a espiritualidade. Esta, dá profundo significado e valor a todos os atos de religião do culto católico.



27 de março de 2014

ADORAÇÃO  E  SANTIDADE
           
Adorar é entrar em contato com Deus, é estabelecer uma comunhão com Deus, reconhecendo-O como Deus, proclamando-O como Deus, bendizendo-O por Ele ser Deus, glorificando-O por seus atributos, virtudes e qualidades divinas, declarando-O como o Deus único, verdadeiro, Uno e Trino. A essência da adoração está no reconhecimento da divindade, na proclamação de que “Deus é Deus”. De que o Pai é Deus, o Filho é Deus, o Espírito Santo é Deus. Um Deus só, em três pessoas realmente distintas.
Deus é santo. A santidade é um atributo da divindade. Deus é três vezes santo, isto é, santíssimo. Por ser santíssimo, Deus Trindade só pensa o que é santíssimo, deseja o que é santíssimo, fala o que é santíssimo, faz aquilo que é santíssimo e vive de forma santíssima.
Por isso, porque a adoração é o reconhecimento, a aceitação, a proclamação da divindade de Deus, todo aquele que faz adoração entra em contato com a santidade de Deus e se sente chamado e impulsionado a viver em santidade. 
Do lado de Deus existe a santidade divina, perfeita. Do lado do ser humano existe o pecado, que é o oposto da santidade. A fraqueza humana, as más inclinações, as consequências do pecado original, os atos de pecados graves ou leves são o oposto da santidade. Por isso, o adorador, aos poucos, vai conhecendo e experimentando a santidade divina e passa a perceber que a sua realidade é inversa à santidade, e percebe que o seu pecado é o oposto da adoração. Com isto se sente chamado à conversão, às mudanças de vida que sejam opostas da adoração.
À medida que o adorador progride em qualidade de sua adoração pela comunhão com o Deus adorado, vai tomando consciência de que deve cultivar permanentemente sua conversão do mal para o bem, do imperfeito para o perfeito, do pecado para a graça divina. Ao mesmo tempo, sente que deve se assemelhar cada vez mais com o Deus adorado no seu modo de pensar, de julgar, de desejar, de falar, de fazer e de viver.
Com o progresso da adoração, com o aumento da capacidade de adorar, o coração humano vai recolhendo sempre mais as graças divinas de cada adoração, vai se purificando sempre mais de seus pecados, e vai crescendo na vivência das virtudes cristãs, e se torna um pouco mais parecido com o Deus a quem adora.
A palavra de Deus usada oportunamente na adoração ilumina o coração adorador, quer a respeito do pecado que deve ser extirpado, eliminado, e principalmente a respeito das virtudes a serem cultivadas e vividas numa vida de santidade.
O próprio Espírito Santo conduz esse processo de santificação por meio da adoração. Ele faz com que a santidade divina, aos poucos, contagie o adorador, cresça nele, e se torne progressiva. É dessa ação do Espírito Santo que a santidade divina vai tomando conta do coração adorador, tornando-o cada vez mais santo.
A adoração é um excelente caminho para a santidade.

26 de março de 2014

ADORAÇÃO:  A ORAÇÃO DO CÉU
            
Adorar é reconhecer e declarar que Deus é Deus, que Ele é o único, o verdadeiro, o três vezes santo, aquele que tem todos os atributos, virtudes e qualidades em grau divino, e portanto, insuperáveis e incomparáveis. A adoração é a primeira atitude que devemos tomar quando nos apresentamos diante de Deus. A adoração se abre num leque como louvor, glorificação, exaltação, ação de graças, intercessão e súplica.
No céu, a grande e mais importante oração é a adoração. Ali, a oração de adoração é realizada sem cessar por todos os Anjos e Santos, pois todos estão na presença facial de Deus, e vivem eternamente na Sua presença. Porque veem a Deus face a face e contemplam todas as suas grandezas, atributos, virtudes e qualidades de uma forma extraordinária, os corações prorrompem espontaneamente em adoração permanente.
Contemplando a Deus como Ele é na sua divindade, unidade e trindade, cada ser celeste: Anjo ou Santo, prorrompe na sua adoração pessoal, glorificando-O, exaltando-O, bendizendo-O sem cessar.
Estando diante de Deus, face a face, cada uma das pessoas humanas que estão no céu, iluminadas pela luz divina, têm uma visão plena e perfeita de como foi sua vida na terra, como e quanto os seus pecados todos foram perdoados durante toda sua vida, quantas graças e bênçãos receberam desde a concepção até a morte, como Deus foi misericordioso e maravilhoso durante toda sua vida. Diante dessa visão perfeita das misérias humanas vividas, mas também do perdão e da salvação acontecida durante toda a vida, cada qual reconhece a divina bondade manifesta em toda a vida e com tudo isso, passa a sentir toda necessidade de adorar sem cessar ao Deus Santo e Salvador.
A imaginação mística e litúrgica nos falam de “coros celestes” de Anjos e de Santos que adoram sem cessar por meio de cantos de adoração, de glorificação e de exaltação ao Deus que está sentado em seu trono de glória. São coros solenes e perfeitos de acordo com a grandeza e a dignidade divinas. Estes coros se revezam diante do trono de Deus para que a adoração seja sem cessar.
A partir da adoração dirigida à Trindade e a cada uma das Pessoas divinas, brotam outras formas de oração. A oração de louvor à divindade, à grandeza e à glória de Deus fica entremeada com a própria adoração. Esse louvor se dirige para Deus elogiando-o antes de tudo por aquilo que Ele é. Depois, o louvor continua por causa de tudo aquilo que Deus fez na vida e na história de casa pessoa celeste, e por fim prossegue por causa de tudo aquilo que Deus fez na humanidade até aquele momento.
Da adoração nasce também a oração de ação de graças. Os Anjos e Santos rendem graças à Trindade por todas as graças e bênçãos recebidas pessoalmente, bem como por todas aqueles derramadas sobre a humanidade. Os coros de Anjos e Santos se revezam nos hinos solenes de ações de graças.
Fluindo da adoração, nasce a oração de intercessão. É a oração que os Anjos e Santos elevam a Deus em favor das almas do purgatório e em favor dos seres humanos que ainda estão vivendo no planeta terra. Reconhecendo como foram imprescindíveis as graças divinas para sua salvação e santidade, as pessoas humanas que estão no céu procuram interceder para que seus familiares, parentes, amigos, e muitas pessoas sejam agraciadas a fim de poderem se salvar.


25 de março de 2014

ADORAR   SEM   CESSAR
            
A adoração é o reconhecimento e a proclamação da divindade de Deus. É reconhecer e proclamar que Deus é o Deus único, verdadeiro, Uno e Trino. Pela fé se reconhece a divindade e pelo coração se proclama que Deus é Deus, e como tal Ele é o princípio de todas as coisas criadas.
A primeira atitude quando nós nos colocamos diante de Deus deve ser sempre a adoração, isto é, o reconhecimento e a proclamação de sua divindade e de todos os seus atributos, virtudes e qualidades divinas. Ao estarmos diante de Deus precisamos reconhecer que Ele é Deus e que nós somos suas criaturas amadas que o aceitamos, a Ele nos submetemos, o glorificamos e engrandecemos.
Após entrarmos em sua presença e realizarmos um momento de adoração é que O louvamos por todos os seus atributos, por todas as suas obras da criação, da salvação e da santificação da humanidade; O glorificamos pela grandiosidade de suas obras no universo; O bendizemos por todo seu amor manifesto para com os seres humanos; Lhe apresentamos as nossas necessidades e Lhe fazemos os nossos pedidos; a Ele dirigimos os nossos pedidos de perdão e suplicamos a sua misericórdia.
Todos os dias, iluminados pela nossa fé no Deus verdadeiro e impulsionados pela nossa devoção para com Ele, fazemos da nossa primeira oração uma adoração explícita, para sentirmo-nos realmente na presença divina, e diante dEle prosseguirmos com nossa oração.
Nossa adoração deve estar presente em todos os momentos do nosso dia a dia. Quando acordamos, O adoramos elevando o nosso coração na Sua presença e Lhe agradecemos por um novo dia concedido a nós e a todos os nossos familiares. Agradecemos e louvamos pelo alimento que consumiremos, pelo trabalho que realizaremos, enfim por todos os momentos desse dia recebido de sua bondade.
Quando reservamos um tempo particular para a nossa oração pessoal, ao entrar na presença divina, iniciamos a nossa oração por meio de um momento de adoração, reconhecendo antes de tudo, a Sua divindade, proclamando-o como Deus, como Deus Uno e Trino, como Deus verdadeiro, e declarando a nossa submissão, a nossa rendição, a nossa glorificação por sua divindade e o nosso louvor por Ele ser Deus.
Quando contemplamos as belezas do nosso planeta Terra, as belezas de um pôr de sol, de um amanhecer, das mil variedades do verde das árvores, as belezas das flores, das árvores carregadas de frutos, a variedade de insetos, borboletas e animais de toda espécie, quando olhamos para o rosto das pessoas e reconhecemos a sua individualidade e beleza, somos iluminados por nossa fé e impulsionados a reconhecer que tudo foi criado pelo Deus em quem cremos e adoramos de todo coração.
Ao elevarmos o nosso coração para o alto, encontramos sempre antes de tudo a Deus. E diante dEle nossa primeira atitude é o reconhecimento de sua divindade, é o nosso primeiro gesto de adoração. Essa adoração se abre como um leque em: louvor, glorificação, exaltação, submissão, pedido de perdão, súplicas e pedidos de bênçãos.


24 de março de 2014

ADORAÇÃO
  E  
ORAÇÃO DE LOUVOR
            
A adoração é o reconhecimento e a proclamação da divindade do Deus único, uno e trino. É reconhecer que Deus é Deus, e proclamar a sua divindade. Pela adoração, olhamos para Deus e reconhecemos a sua verdadeira identidade, aquilo que Ele é. E dizemos: Ele é Deus!!
Quando adoramos a Deus, vamos descobrindo sempre mais a sua absoluta perfeição, e todas as perfeições divinas dos seus atributos, qualidades e virtudes. Descobrimos que Deus é santo, e que a sua santidade é divina, isto é, absoluta, perfeita, incomparável. Descobrimos que Ele é onisciente, onipotente, bondoso, misericordioso, justo, fiel, onipresente, belo, eterno, imutável, criativo, amoroso, com mais todas as qualidades e virtudes que possam existir. Mas descobrimos com alegria que todas elas são divinas, isto é, em grau absoluto, incomparável e divino.
É então que naturalmente nasce no coração a oração de louvor. Diante das maravilhas dos atributos, das qualidades e das virtudes divinas, brota no coração o impulso de louvar a Deus por tudo aquilo que Ele é, por aquilo que Ele fez no universo e na humanidade, e por tudo aquilo que Ele nos fez.
Louvar é elogiar, é fazer elogios. A oração de louvor é aquela pela qual nós elogiamos ao Deus único, uno e trino, por aquilo que Ele é, e por todas as suas perfeições. Nós vamos recordando uma determinada qualidade em Deus e por nossas próprias palavras vamos tecendo elogios.
A oração de louvor brota naturalmente da adoração. Quando adoramos somos naturalmente induzidos ao louvor de Deus, pois a adoração revela a grandeza divina. Ao mesmo tempo, quando louvamos a Deus por algum atributo, qualidade ou virtude, nós estaremos adorando. 
Quando a adoração é realizada em grupo ou comunidade, onde as pessoas oram espontaneamente, a louvação surge naturalmente nas orações, em forma de oração falada ou cantada. É o louvor em adoração.
O melhor louvor em adoração é aquele que louva, antes de tudo, por aquilo que Deus é, ou seja, por sua divindade e por suas qualidades, virtudes e atributos. 
Podemos também louvar a Deus por tudo aquilo que Ele fez, ou seja, por todas as suas obras criadas no universo. Porque reconhecemos que essas obras todas são criações de Deus, o louvor por elas se torna adoração.
Podemos também louvar a Deus por tudo aquilo que Ele nos fez e continua nos fazendo. Porque são obras divinas, esse louvor se torna adoração. 
A oração de louvor, por ser muito simples, pois consiste em fazer elogios por qualidades ou obras magníficas realizadas por Deus, ela facilita e enriquece a adoração que realizamos diante do Deus único, Uno e Trino.


23 de março de 2014

ADORAÇÃO 
VIDA CRISTÃ
            
A adoração consiste no reconhecimento e na proclamação da divindade de Deus. É reconhecer e proclamar que Deus é Deus, é o único e, portanto, o verdadeiro. O ato da adoração brota do coração iluminado pela fé e se dirige para Deus. Movido pela adoração, o coração humano se dirige para Deus professando sua fé, sua aceitação da divindade, sua entrega confiante, sua sujeição, e se manifesta por meio de louvores, de ações de graças, de proclamações e exaltações da divindade.
A adoração realiza uma comunicação profunda entre o coração humano e o Deus que é adorado. Essa comunicação se torna a fonte principal da vida cristã. Porque crê em Deus, porque o adora, porque o aceita e a Ele se rende, o coração humano passa a fazer dos mandamentos divinos, dos Seus conselhos e das Suas palavras as normas de vida cristã.
Pela fé e pela adoração, o coração do cristão reconhece o profundo amor de Deus que o criou, que o salva e que o santifica, e reconhece com clareza que os ensinamentos divinos são todos movidos pelo amor que Deus tem para com o ser humano. E este, então, com zelo e alegria procura pautar sua vida de acordo com a vontade divina manifesta por Suas palavras. Dessa forma o cristão passa a viver a sua vida pessoal, familiar, comunitária, social e religiosa de acordo com os divinos ensinamentos.
Movido pelo espírito de adoração, o cristão vai formando seu modo de pensar, de falar, de desejar, de querer, de agir ou de não agir, bem como seu modo de viver, conforme a Palavra de Deus. Dessa forma vai edificando sua interioridade, sua personalidade, seu caráter e todas as suas relações sociais, constituindo a autenticidade de sua vida cristã.
Essa vida cristã edificada sobre a Palavra de Deus e vivida pessoalmente por convicção, propicia uma vida matrimonial também edificada sobre os ensinamentos divinos. A vida cristã pessoal se une à vida cristã do consorte, o que gera uma família cristã que vive como tal. Esta se torna, aliás, a garantia de que os filhos que completam a família terão um lar exemplar de vida cristã, crescerão assimilando na atmosfera do lar, a verdadeira hierarquia dos valores cristão. Serão pais cristãos a formar filhos cristãos.
Nessa escola de vida cristã, os pais como mestres, e os filhos como discípulos, formam-se para a vida comunitária e social, sabendo sempre sobrepor os valores cristãos aos contra-valores que o mundo apresenta. Esses pais e filhos serão “uma luz que brilha na trevas” pelo exemplo de vida, pelo testemunho de suas palavras e pela coerência de seus atos.
O espírito de adoração induz sempre, e com fidelidade, a uma vida cristã autêntica e exemplar.

          

21 de março de 2014

FÉ  E  ADORAÇÃO
            A fé cristã é uma graça divina que ilumina todo o espírito e o coração do ser humano, dando-lhe a capacidade de ter a certeza absoluta da existência de Deus, da existência do Deus Trindade, e do amor que esse Deus tem para com o ser humano, procurando salvá-lo.
            A fé é a porta sempre aberta que permite entrar em comunhão com Deus, e com Ele manter uma amizade, um relacionamento real e existencial, e que por esse relacionamento, o ser humano é salvo e santificado pela ação divina.
            O coração humano,  iluminado pela fé, como que consegue ver a Deus de forma mística mas real, e consegue descobrir e perceber todas as perfeições desse Deus que enxerga pela fé.
            Pela fé evoluída pela graça e fundamentada sobre a Palavra, a pessoa percebe de forma convincente que Deus existe, que Ele é Uno e Trino, que Ele é eterno, onipotente, omnisciente, omnipresente, santíssimo, misericordioso, fiel, justo, perfeitíssimo.  
            Essa visão de Deus pela iluminação da fé leva o coração humano a se dirigir a Deus, a aceitá-Lo, a dar-Lhe uma resposta coerente com a grandeza da divindade, por meio da adoração. Ao enxergar Deus pela fé, o coração humano O adora. Esse clima espiritual de adoração que brota de dentro do coração que vê a Deus pela fé, suscita todas as outras manifestação. A adoração se abre como: aceitação crescente de Deus, rendição à sua divindade, acolhimento da vontade divina, oração de louvor, de glorificação, de exaltação, de ação de graças, de reconciliação, de intercessão, de libertação, de cura, de súplica, de confiança.
            Enquanto a adoração nasce da fé no Deus verdadeiro, e quanto mais profunda for a fé, maior será a adoração. E por sua vez a adoração solidifica a fé, a torna sempre mais segura e forte, pois pela adoração há a melhor comunicação com a Divindade. Quanto mais Deus se torna conhecido e fascinante, maior será a necessidade real de adorá-Lo e de abrir o leque da adoração em forma de diversidade de direções da oração.
            A fé é como um holofote que projeta a sua luz sobre o Deus Trindade. Quanto mais luminosa for essa luz, mais se percebe as belezas divinas. Diante das belezas divinas, nasce o desejo de adorá-Lo, e esse desejo suscita a adoração sob todas as suas formas.
            A fé, portanto, suscita a adoração. A adoração, por sua vez, desenvolve a fé. Esta, pode crescer permanentemente, ao longo de toda a nossa vida, pois Deus é de uma perfeição inesgotável. Quando mais cresce a fé, mais perfeita se torna a adoração.
         

20 de março de 2014

ADORAR 
EM 
ESPÍRITO E VERDADE
            

Adorar é a primeira resposta do coração humano quando, pela fé, entra em comunhão com Deus, e então manifesta sua certeza na Sua existência, e proclama Sua divindade. Deus é espírito puríssimo, e para adorá-Lo é preciso recorrer às forças do nosso espírito. 
No diálogo com a Samaritana, essa mulher disse a Jesus: “Nossos pais adoraram neste monte, (Garizim), mas vós dizeis que é em Jerusalém que se deve adorar. Jesus respondeu: Mulher, acredita-me, vem a hora em que não adorareis o Pai, nem neste monte nem em Jerusalém. Vós adorais o que não conheceis, nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus. Mas vem a hora, e já chegou, em que os verdadeiros adoradores hão de adorar o Pai em espírito e verdade, e são esses adoradores que o Pai deseja. Deus é espírito, e os seus adoradores devem adorá-lo em espírito e verdade.(Jo 4,20-24
A verdadeira adoração acontece, portanto, a partir do nosso espírito, quando pela fé, acreditamos na existência de Deus, O reconhecemos como Deus, O acolhemos como nosso Deus, nos rendemos a Ele como a criatura ao seu criador, proclamamos a grandeza divina de seus atributos. “Deus é espírito, e os seus adoradores devem adorá-lo em espírito e verdade”
O nosso espírito é o lugar do encontro com Deus, é o lugar onde ocorre a adoração em espírito. É o lugar onde Deus, que é Espírito puríssimo, se manifesta de forma perceptível e experimentável, e onde realiza as Suas obras em nós. Por sua vez, o nosso espírito utiliza todo o nosso psíquico e todo o nosso físico para manifestar a sua adoração e todo o culto que nasce da adoração. Quem comanda a nossa adoração é o nosso espírito, utilizando o nosso psíquico. Iluminado e movido pela fé que revela a presença de Deus, o nosso espírito adora, proclama a existência e a presença de Deus.
Disse Jesus: “Mas vem a hora, e já chegou, em que os verdadeiros adoradores hão de adorar o Pai em espírito e verdade, e são esses adoradores que o Pai deseja”. São os adoradores que cultivando uma fé profunda, creem em Deus de forma radical e por isso manifestam sempre de novo sua adoração.
Adorar em verdade. É concretizar, realizar, fazer acontecer as expressões que manifestam a adoração. É realizar toda forma de culto religioso que expresse a adoração. É proclamar por palavras todo reconhecimento da Divindade de Deus. É glorificar, exaltar, engrandecer por palavras, pelo canto, por gestos, pela música, a Divindade da Trindade.
Adorar em verdade é, de forma especial, procurar viver uma vida iluminada pela fé, cultivando uma amizade de comunhão com Deus, e como coerência, viver uma vida cristã diária, segundo os mandamentos divinos, os ensinamentos de Jesus, os deveres do estado pessoal de vida, buscando se apropriar sempre mais da santidade de Deus, para vivê-la como o essencial de nossa vida terrena.
Mas vem a hora, e já chegou, em que os verdadeiros adoradores hão de adorar o Pai em espírito e verdade, e são esses adoradores que o Pai deseja. Deus é espírito, e os seus adoradores devem adorá-lo em espírito e verdade.


19 de março de 2014

ADORAÇÃO 
DA 
SANTÍSSIMA TRINDADE
            Adorar a Santíssima Trindade é estabelecer um contato, uma comunhão com Ela, e professar e proclamar o reconhecimento de Sua  divindade. Deus é Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo. Cada pessoa divina é Deus, e portanto merece e lhe é devida a adoração. Ao mesmo tempo, sendo a Trindade um Deus só, Ela merece ser adorada, reconhecida como Deus, como o Deus verdadeiro.
            Como podemos dirigir a nossa adoração a cada uma das Pessoas da Trindade em particular, podemos, também dirigi-la às três Pessoas ao mesmo tempo. Com o olhar do coração voltado para as três Pessoas, Lhes dirigimos a nossa adoração, a nossa proclamação de Sua divindade. E a partir de então, sentindo-nos na presença da Trindade, que é Deus, nós proclamamos as suas glórias, os seus louvores, as suas honras e as suas dignidades.
            Nas palavras de nossa adoração podemos iniciar, proclamando a grandeza da Trindade em seus atributos divinos. Podemos glorificar e louvar porque a Trindade é o Deus Único, Uno e Trino, e verdadeiro. Podemos glorificar proclamando a eternidade divina, ou seja, que a Trindade é o Deus eterno, que sempre existiu e jamais deixará de existir. Proclamamos que a Trindade é o Deus imortal, cuja existência misteriosa existirá para sempre. Proclamamos que a Trindade é onipresente, exatamente por ser Deus, está presente em todos os lugares ao mesmo tempo. Professamos que a Trindade é onipotente, ou seja, tem todo poder para realizar o que for de sua vontade. Louvamos e bendizemos à trindade por sua divina misericórdia. Professamos que a Trindade é onisciente ou seja, tudo sabe, conhece todas as coisas. Dessa forma, percorrendo todos os atributos, qualidades e virtudes divinas, as atribuímos às três pessoas, ao mesmo tempo. Esta é a adoração realizada, olhando para a Trindade, por aquilo que Ela é em Si mesma.
            Podemos adorar a Trindade a partir de suas obras na criação, na redenção e na santificação. A criação é obra da Trindade: o Pai criador criou todas as coisas por meio de Sua Palavra que é o Filho. O Filho criou todas as coisas pelo poder do seu Espírito Criador. Então podemos percorrer todas as maravilhas da criação, e por causa delas, adoramos, louvamos e bendizemos a Trindade Santa. A criação nos oferece assunto para muita adoração, glorificação, louvar e ação de graças à Trindade.
            A redenção e a salvação da humanidade é obra da Trindade Santa. O Pai determinou a realização da salvação da humanidade, por meio do seu Filho. Este, em obediência à vontade do Pai abraçou a causa da salvação, a realizou por meio de sua vida, paixão, morte e ressurreição, e prossegue nessa obra por meio de sua ação na Igreja. O Espírito Santo colaborou decisivamente na obra de Jesus, e Ele é o agente continuador da redenção, na caminhada da história. Ao mesmo tempo o Espírito Santo, pelos méritos de Jesus, e por vontade do Pai, realiza a santificação do povo de Deus.
            A Santíssima Trindade merece toda adoração, todos os dias, em todos os séculos, até a eternidade.
           

18 de março de 2014

ADORAÇÃO A JESUS CRISTO
             Aos católicos praticantes, a adoração a Jesus Cristo é muito bem conhecida, principalmente a adoração a Jesus sacramentado, exposto visivelmente sobre o altar.
        Para que esse ato de culto, tão comum, seja uma verdadeira adoração, é preciso que os adoradores, antes de tudo, se deem conta que estão diante de Jesus Cristo, que é Deus. O que torna esse ato de culto uma verdadeira adoração é o reconhecimento e a proclamação da divindade de Jesus. Proclamar publicamente que Jesus é Deus, que Ele é Deus como o Pai e como o Espírito Santo, que como Deus merece toda glorificação, engrandecimento, exaltação, acolhimento e obediência. É preciso que o adorador se sinta diante de um Deus, diante do Deus verdadeiro a quem deseja adorar.
       Criada esta consciência e atmosfera, todas as demais manifestações de louvor, de ação de graças, de engrandecimento, de exaltação, de submissão, de acolhimento,  de pedido de perdão, bem como os cantos, as orações espontâneas, as leituras bíblicas, todas essas atitudes tornam-se manifestações de adoração, porque dirigidas Àquele que é Deus, filho de Deus Pai.A adoração a             Jesus sacramentado é um momento privilegiado de amadurecimento e crescimento da fé nEle. Por tudo aquilo que declaramos na adoração, vamos ressoando as verdades de nossa fé, o que faz com que nós nos solidifiquemos sempre mais sobre as verdades de nossa fé.
A adoração a Jesus sacramentado faz crescer o nosso amor para com Ele. Por tudo aquilo que meditamos sobre a Pessoa e as qualidades do Senhor Jesus, por todas as Suas obras que recordamos e, por elas, nós O exaltamos, fazemos crescer nossa admiração e encantamento por Jesus, crescemos em nosso amor pessoal para com Ele. O crescimento  no amor de Jesus, nos leva a procurarmos com mais empenho o aperfeiçoamento de nossa resposta de amor, e a busca da santidade.
A adoração produz em nós o desejo de viver com mais radicalidade a nossa vida cristã, na obediência à Palavra de Deus e aos mandamentos divinos.
Outro fruto da adoração é o estímulo que recebemos na busca da conversão maior para o amor de Deus e dos irmãos. Esse estímulo nos induz a abandonar todo pecado, de modo especial a criarmos horror a todo pecado mortal, já que ele rompe as relações de amizade com Deus. Passo seguinte, somos induzidos a eliminar de nossos corações todas as tendências que chamam para o pecado: orgulho, egoísmo, inveja, vaidade, preguiça, gula, ira, ódio, ressentimento, sensualidades, consumismos, avareza e tantas outras.
O contato com Jesus na adoração nos estimula a um crescimento permanente em nossa vida interior, e a partir dela, em todos os nossos relacionamentos.
É preciso dizer que a adoração a Jesus Cristo, pode ser realizada também sem uma exposição solene ou simples de Jesus Eucarístico, ou diante do sacrário fechado. Podemos adorar Jesus em nossa casa, em nossa sala, ou em outro ambiente nobre onde haja possibilidades de se realizar uma oração piedosa.

 


  

17 de março de 2014

ADORAÇÃO  AO  ESPÍRITO  SANTO
            
Talvez nunca tenhamos feito meia hora, ou apenas quinze minutos de adoração ao Espírito Santo. Não aprendemos a fazê-la. Em nossas comunidades católicas não se fazem adorações ao Espírito Santo. Talvez se façam momentos breves de oração, invocando o Espírito Santo. Apenas isso.
Porque o Espírito Santo é Deus como o Pai e como o Filho Jesus, a nossa primeira atitude diante dEle deve ser de adoração. Adorá-lo porque Ele é Deus. Glorificá-lo e bendizê-lo porque Ele é Deus. Aceitá-lo como Deus. Rendermo-nos a Ele como ao nosso Deus. Amá-lo como se deve amar um Deus. Ter por Ele todo respeito como se deve respeitar a Deus.
Onde encontramos o Espírito Santo a fim de podermos adorá-lo? Como Deus, Ele é omnipresente ou seja, esta presente em todos os espaços, em todos os lugares. Podemos adorá-lo numa igreja, numa capela, no oratório de nossa casa, em algum lugar aconchegante na natureza, num jardim. Mas de modo privilegiado nós o encontramos e podemos adorá-lo em nosso coração.
O Espírito Santo mora em nosso coração, desde o dia do nosso batismo. Se tivemos a graça de nunca cometer um pecado mortal, Ele sempre esteve presente em nós. Como seria importante conscientizarmo-nos dessa verdade: “o Espírito mora em meu coração”. 
Diz a Escritura: “Não sabeis que sois o templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós?* Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá. Porque o templo de Deus é sagrado - e isto sois vós.* (1Cor 3,16-17). Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, o qual recebestes de Deus e que, por isso mesmo, já não vos pertenceis? (1 Co 6,19)
Para fazer essa adoração, precisamos entrar em nosso ser mais íntimo, que chamamos de “coração”, para colocarmo-nos diante dEle, para fazermos comunhão com Ele, e então adorá-Lo. Declaramos inicialmente que O reconhecemos como Deus, O proclamamos, O adoramos, nos rendemos a Ele, como ao nosso Deus. Diante de sua Pessoa divina nós o glorificamos como membro da Trindade, como nosso santificador pessoal. O glorificamos por sua obra na Igreja, no Papa e pelo Papa, nos bispos, nos padres e por meio deles no povo de Deus. Nós o adoramos e glorificamos por sua obra realizada em Jesus, na Virgem Maria, em todos os Santos que estão no céu, no coração de todos os fiéis católicos. O adoramos e bendizemos por suas bênçãos e obras realizadas em nossa vida pessoal, em nossas famílias, em nossas comunidades.
A adoração ao Espírito Santo nos leva a conhecê-lo sempre mais e melhor, e faz crescer nossa amizade para com Ele. Quanto mais nós nos habituarmos a adorá-lo, mais ele agirá em nossa vida, e poderemos experimentar a sua ação em nossas vidas.


           


16 de março de 2014

ADORAÇÃO  AO   PAI  ETERNO
A adoração é uma forma de culto à divindade, no qual se reconhece e se proclama que Deus é Deus, que Ele é o ser supremo, que Ele tem todas as virtudes e qualidades em grau divino, portanto, perfeitíssimas.
Adorar o Pai celeste é entrar em contato com Ele, é estabelecer uma comunhão com Ele, reconhecendo-O como Deus Pai, proclamando-O como Deus Pai, bendizendo-O por Ele ser Deus, glorificando-O por seus atributos, virtudes e qualidades divinas, declarando-O como o Deus único, verdadeiro, Uno e Trino, Pai eterno.
            O Deus de Jesus Cristo, o Deus dos cristãos, o Deus que se revelou, é Uno e Trino. É Trindade. É Pai, é Filho e é Espírito Santo. Portanto, a cada Pessoa divina, por ser Deus, se Lhe atribui o culto de adoração. O Pai deve ser adorado porque é Deus. O Filho deve ser adorado porque é Deus. O Espírito Santo deve ser adorado, porque é Deus.
            O Pai eterno merece o culto de adoração por que é o Deus que gerou o Filho na eternidade, e porque dEle procede o Espírito Santo, igualmente na eternidade
            Para adorar o Pai eterno não é preciso estar numa igreja ou numa capela, diante de Jesus Eucarístico exposto no sacramento. Essa adoração pode ser realizada em qualquer lugar nobre, onde possamos estar em oração, como  numa igreja ou capela, na sala de nossa casa, no oratório de nosso lar, num belo lugar ao ar livre em meio à natureza.
            O que faz desse culto uma verdadeira adoração é a intenção interior de entrar em comunhão espiritual com o Pai, com o desejo de reconhecê-lo como Deus, proclamá-lo como Deus Pai, aceitá-lo como Deus Pai, e rendermo-nos a Ele como ao Deus verdadeiro
.           Na adoração ao Pai eterno sempre iniciamos proclamando, glorificando, exaltando, acolhendo a sua divindade, e rendendo-nos a Ela. A partir dessa proclamação da divindade do Pai, prosseguimos proclamando que Ele é o Pai criador de todas as maravilhas que existem nos Céus, no universo e na terra. Proclamamos que Ele é o Pai criador que nos criou à sua imagem e semelhança. Louvamos, glorificamos e bendizemos pelo Seu divino amor para conosco, amor que providencia só coisas boas, todos os dias de nossa vida. Proclamamos e agradecemos porque Ele nos enviou seu Filho, Jesus, como nosso Salvador pessoal, porque nos enviou o Espírito Santo como nosso santificador. Louvamos ao Pai eterno porque, por meio de Jesus, nos deu a Igreja com toda a sua doutrina santa, com os sete sacramento, com a hierarquia, com a revelação da nossa vida eterna e da glória celeste.
            Nessa adoração ao Pai eterno, O louvamos e Lhe agradecemos por toda a riqueza de nossa família: o tesouro de nossos pais e irmãos, a bênção dos nossos avós e bisavós, a riqueza que são nossos familiares. O louvamos e agradecemos por nossa vida, nossa saúde, nossos dons espiritual, psicológicos e físicos, por nossos bens materiais.
            Todas essas glorificações, porque são dirigidas ao Pai eterno porque é Deus, se tornam a verdadeira adoração ao Pai.

14 de março de 2014

ADORAÇÃO
            Quando se pensa ou se fala de “adoração”, logo vem à mente a imagem de uma igreja ou capela, onde sobre o altar, Jesus está exposto no Santíssimo Sacramento, e um grupo maior ou menor de pessoas está orando, cantando, lendo textos bíblicos, enfim, orando de várias formas.
            Sim, aquilo é adoração. Por certo de muito boa qualidade e muito agradável ao Senhor Jesus. Mas adoração é muito mais do que aquilo. A adoração é uma forma de culto muito especial no seu conteúdo e no seu sentido. Adorar é entrar em contato, é estabelecer uma comunhão com Deus, reconhecendo-O como Deus, proclamando-O como Deus, bendizendo-O por Ele ser Deus, glorificando-O por seus atributos, virtudes e qualidades divinas, declarando-O como o Deus único, verdadeiro, Uno e Trino.
            A essência da adoração está no reconhecimento da divindade, na proclamação de que “Deus é Deus”! E tudo o demais que se faça naquele culto, antes de tudo é dirigido à Divindade de Deus. O adorador põem-se diante de Deus, entra em contato direto com Deus, ora, fala, canta, escuta a voz de Deus, aceita-O como seu Deus, rende-se a Ele inteiramente, acolhe sua Palavra, procura modelar sua vida de acordo com os mandamentos divinos e as vontades divinas. O objeto da adoração, portanto, é a Divindade, é o Deus verdadeiro, único, Uno e Trino.
Depois de ter entrado e de estar na verdadeira adoração pela presença e comunhão com Deus, tudo o mais que o adorador realiza se situa dentro do espírito da adoração. Ou seja, do reconhecimento da divindade. O pedido de perdão é dirigido a Deus. O louvor por todas as criaturas se dirige a Deus. A ação de graças por todos os benefícios é feita a Deus. A  intercessão é dirigida a Deus. Os pedidos de cura e libertação são dirigidos a Deus. Enfim, tudo o que se faça, em última análise é dirigido a Deus. Isto é adoração.
            A adoração pode ser dirigida ao Deus Uno e Trino, único e verdadeiro, Pai e Filho e Espírito Santo. Mas pode ser dirigida a uma pessoa divina determinada. Podemos realizar uma ótima adoração dirigida ao Pai eterno. Podemos fazer uma excelente adoração ao Espírito Santo. E podemos realizar uma significativa adoração ao Filho eterno.
            É muito comum e tradicional realizarmos adorações a Jesus sacramentado. Talvez nunca tenhamos feito meia hora de adoração ao Pai eterno ou ao Espírito Santo. Não fomos ensinados. Não se fazem nas nossas igrejas. É verdade que onde se encontra Jesus sacramentado encontram-se também o Pai e o Espírito Santo. E por certo, Estes se alegram com a adoração a Jesus Eucarístico. Mas, em nossa vida de culto e oração deveríamos também incluir o Pai e o Espírito Santo.
            Para realizar uma adoração ao Pai eterno e ao Espírito Santo, não precisamos ir à igreja e expor Jesus santíssimo sobre o altar. Podemos realizar essa adoração em qualquer lugar nobre, onde possamos estar tranquilos em oração.
            Assim como a adoração a Jesus sacramentado traz muitos furtos espirituais para os adoradores, igualmente a adoração ao Pai e ao Espírito trazem excelentes graças para a nossa vida cristã.
            
                                                                                            

13 de março de 2014

Comunico às queridas visitantes e aos caros visitantes que a partir do dia 15 próximo, estarei publicando no meu Blog 12 reflexões – uma por dia -  sobre a ADORAÇÃO. 
A Adoração é a primeira e a mais importante manifestação de nossa fé quando entramos na presença oracional de Deus. É a forma de oração mais perfeita a ser realizada quando nos apresentamos diante de Deus.

Meu desejo é oferecer um aperfeiçoamento para seu relaciona-mento com o nosso Deus Uno e Trino, Pai e Filho e Espírito Santo.
O Blog: (www.padrealiriopedrini.com)

Fontes de graças

Para decidirmo-nos a realizar uma caminhada quaresmal com “mortes e ressurreições”, e mais ainda, para conseguirmos realizá-las, necessitamos muito da graça divina, do auxílio divino. “O espírito está pronto, mas a carne é fraca”, disse Jesus, a nosso respeito. Ou como escreveu Paulo: “Muitas vezes faço o mal que eu não quero, e não consigo fazer o bem que eu quero”.
Na quaresma, de forma especial, Deus tem “suas mãos cheias de bênçãos estendidas para nós” oferecendo-nos seu auxílio, para conseguirmos realizar as mortes e as ressurreições de que precisamos e desejamos. Basta que realizemos a nossa parte nesses processos de mortes e ressurreições.
Uma fonte jorrante de graças é a meditação e a contemplação da paixão, morte e ressurreição de Jesus, nosso Salvador. A quaresma e, principalmente, a semana santa nos chamam a olhar para Jesus sofredor, morto e ressuscitado, e a perguntarmo-nos: por que tão grande e terrível sofrimento?... “Por que” e “para que” a paixão e morte de Jesus?...
Jesus foi capaz de abraçar sua paixão e morte de cruz “porque” somos pecadores, e sem a salvação conquistada por Ele estaríamos todos condenados. Mais. Jesus aceitou sua paixão e morte “para que” possamos ser perdoados de nossos pecados, reconciliados com Deus e admitidos à salvação eter-na.
Jesus sofreu por nós e para nós! Então, nesta quaresma, precisamos nos perguntar: se Jesus foi capaz de sofrer sua paixão e morte pela minha salvação, o que é que eu estou fazendo em minha vida para me apropriar dessa redenção e para alcançar a minha salvação eterna? Estou levando suficiente-mente a sério o processo de minha salvação eterna? E se eu viesse a me perder?... Essa reflexão levada à profundidade e a sério poderá levar-nos a grandes transformações em nossa vida cristã vivida cada dia.

12 de março de 2014

Comunicação amiga.
Comunico às queridas visitantes e aos caros visitantes que a partir do dia 15 próximo, estarei publicando no meu Blog 12 reflexões – uma por dia -  sobre a ADORAÇÃO. 
A Adoração é a primeira e a mais importante manifestação de nossa fé quando entramos na presença oracional de Deus. É a forma de oração mais perfeita a ser realizada quando nos apresentamos diante de Deus.

Meu desejo é oferecer um aperfeiçoamento para seu relaciona-mento com o nosso Deus Uno e Trino, Pai e Filho e Espírito Santo.
O Blog: (www.padrealiriopedrini.com)

A MÍSTICA DOS MANDAMENTOS

Décimo: ”Não cobiçar os bens alheios”.
Quem ama o próximo como a um irmão, não quererá apropriar-se dos seus bens: eis a mística deste mandamento. Porque o coração humano é desejoso de possuir e de se apropriar desordenada e até injustamente dos bens materiais, o Pai celeste exorta seus filhos a que tenham cuidado e saibam vencer a tentação da cobiça, do desejo desordenado de se apropriar dos bens alheios. Jesus disse: “Onde está o teu tesouro, aí estará o teu coração”(Mt 6,21).
Este mandamento denuncia: a ambição desregrada de bens materiais, a inveja por causa dos bens alheios, o apego desordenado a posses materiais, as negociatas e jogadas de toda espécie para enriquecer-se ou possuir desonestamente.
Concluindo. Os dez mandamentos nascem, resumem-se e são explicitados por uma palavra-realidade: amor. Amor a Deus e amor ao próximo. A mística, o espírito, a fonte e a força dos dez mandamentos se encontram no amor.

Sétimo e Décimo Mandamentos:
Diz Deus na Bíblia: Não roubarás. 
Não cobiçarás os bens do teu próximo.
  1. Você furtou alguma coisa? Foi coisa de valor que fez falta importante a quem você roubou? Você tem o hábito de furtar? Já não tem vergonha nem remorso de roubar os bens alheios?
  2. Você danificou a propriedade de outrem? Você deixou estragar, por negligência, a propriedade de alguém, de que eu era responsável?
  3. Você foi negligente na guarda do dinheiro ou dos bens de outrem, de quem você é  funcionário ou trabalhador?
  4. Você defraudou alguém, causando-lhe prejuízos? Foram prejuízos graves? Você é irresponsável com aquilo que outros lhe confiam?
  5. Você se recusou a pagar alguma dívida, ou descuidou-se  no seu pagamento?
  6. Você adquiriu alguma coisa que sabia que era coisa roubada?
  7. Você deixou de restituir alguma coisa emprestada?
  8. Você prejudicou  o seu patrão, não trabalhando como se esperava de você?
  9. Você foi injusto com o salário dos seus empregados?
  10. Você se recusou a ajudar alguém que precisava urgentemente de ajuda, ou descuidou-se  a fazê-lo?
  11. Você deixou de restituir aquilo que roubou, ou aquilo que obteve por fraude?
  12. Você tem sido muito apegado aos bens materiais, dando demasiada importância aos bens e confortos materiais? O seu coração inclina-se para as posses terrenas ou para os verdadeiros tesouros do Céu?

11 de março de 2014

A MÍSTICA DOS DEZ MANDAMENTOS


Nono: “Não desejar a mulher
 – o marido - do próximo”
A mística deste mandamento está – como em todos os outros – no amor. O amor só quer e só faz o bem. Jamais o amor admite destruir um matrimônio, um lar, uma família, pela sedução e conquista da mulher ou do marido do próximo, que é irmão.Porque a “carne é fraca”, o Pai celeste propõe este mandamento como um indicativo especial para que haja todo cuidado sobre as possíveis tentações que possam surgir no coração, em relação à mulher ou ao marido de outro casal. Quantos lares desfeitos, quantos sofrimentos familiares, quantos filhos, esposas ou maridos traumatizados, por causa da queda nesta tentação. É por grande amor para com as famílias, para com os casais e para com seus filhos que Deus dá este mandamento.

Sexto e Nono Mandamentos:
Não Pecar contra a castidade. Diz Deus na Bíblia: Não cometerás adultério. Não cobiçarás a mulher -  o  marido  -  do próximo.

- Você tem consciência da santidade do seu corpo e de sua sexualidade? Lembra que o seu corpo, e o corpo das pessoas são templo do Espírito Santo? Você tem profanado o seu corpo com atos sexuais indignos de si mesmo? 
- Você negou ao seu cônjuge os seus direitos matrimoniais das relações sexuais? Você abusou dos seus direitos matrimoniais de alguma forma contra o seu cônjuge? Fez violências sexuais contra meu cônjuge? Obrigou o cônjuge a praticar relações desnaturadas? 
- Você cometeu adultérios, traindo o seu cônjuge? Traiu muitas vezes? Causou danos à vida matrimonial por causa das traições? Prejudicou a família por causa dos adultérios? 
- Você que é solteiro, cometeu o pecado mortal da fornicação, realizando relações sexuais com outros solteiros? Causou danos por esses atos entre solteiros? Engravidou alguém? Foi infiel no seu namoro, traindo o namorado, a namorada? 
- Você cometeu pecados sexuais contra a natureza, isto é, homossexualismo ou lesbianismo? Frequentou a prostituição? 
Você praticou uma troca prolongada de carícias sensuais ou sexuais com alguém que não era o cônjuge ou o namorado, a namorada? 
Praticou masturbação compulsiva prejudicando a saúde sexual? 
Você consentiu em pensamentos eróticos prolongados, em fantasias eróticas, em desejos eróticos, buscando a excitação e o prazer sexual? 
- Você tem usado a pornografia da internet para gozar sexualmente? Está escravizado pela pornografia da internet? Tem usado a internet para seduzir ao pecado sexual outras pessoas? Crianças? Adolescentes? 
- Você foi ocasião de pecados sexuais para os outros? Suas roupas tem sido erotizantes, provocando a sexualidade alheia? 
- Você leu livros eróticos? Assistiu vídeos ou filmes pornográficos? Assistiu a programas pornográficos na televisão? 
- Você se gabou dos seus pecados de sexo, vangloriando-se de suas aventuras? 
- Você frequenta companhias imorais, viciados em sexo? 
Quando você se sente tentado, procura rezar imediatamente para afastar maus pensamentos e tentações?

10 de março de 2014

COMUNICADO DOLOROSO

Comunico aos queridos visitantes do meu blog, que minha ausência nestes dias, com a consequente ausência de novas publicações nos dias 7-8-9-10 de março, deveu-se a uma viagem de urgência para ver pela última vez, ainda vivo, na UTI,  meu querido irmão Onildo Pedrini, e depois pranteá-lo, homenageá-lo e sepulta-lo. Isto ocorreu na cidade de Itambé, próxima a Maringá. Sua morte ocorreu no dia 7 à 06 horas e seu sepultamento ocorreu na manhã do dia 8 de março.Oremos por ele e por sua esposa Áurea, por seus 7 filhos, 2 genros, 4 noras e 12 netos.
Oitavo: “Não apresentar
 falso testemunho”
O espírito deste mandamento consiste na importância e necessidade da verdade, de sempre se usar a verdade em todos os relacionamentos humanos, desde os mais íntimos, como entre marido e mulher, pais e filhos, bem como para com todas as outras pessoas. Deus é a verdade. Revelou toda a verdade a seus filhos, e quer que estes aprendam, vivam, falem e propaguem a verdade.
Portanto, este mandamento nos chama a viver, a falar, a defender e a testemunhar a verdade dos fatos e dos acontecimentos, bem como a jamais testemunhar a favor da falsidade, da mentira, do erro, do crime.
Este mandamento exclui: ser ou apresentar testemunho falso, jurar falso, mentir, caluniar, difamar, maldizer, bajular, adular, revelar segredos confiados, não guardar segredos profissionais etc.

Oitavo Mandamento:
Diz Deus na Bíblia: Não levantarás 
falsos testemunhos contra o teu próximo.
  1. Você é um  caluniador, falando mentiras a respeito das pessoas? Caluniou pessoas de sua família? Prejudicou o bom nome de alguém com suas falsidades? Você é uma pessoa falsa?
  2. As suas mentiras causaram a alguém danos materiais, espirituais ou morais? Suas mentiras causaram brigas entre casais, pais e filhos?
  3. Você acreditou firmemente, sem provas suficientes, que alguém era  culpado das denúncias feitas contra sua moral ou seus atos?
  4. Você praticou a maledicência, atingindo o bom nome de alguém, revelando faltas autênticas, mas ocultas?
  5. Você revelou os pecados de outras pessoas?
  6. Você foi culpado de fazer intrigas entre pessoas? Suas  intrigas criaram problemas sérios entre casais? Entre pais e filhos?
  7. Você deu  crédito ou apoio à divulgação de escândalos sobre o seu próximo?
  8. Você jurou falso ou assinou documentos falsos? Com isso predicou pessoas, famílias ou comunidades?

4 de março de 2014

Q U A R E S M A

A palavra “Quaresma” vem da língua latina e tem sua origem no número “quarenta”.
Em religião, a Quaresma é o período de quarenta dias que vai da quarta-feira de cinzas até a quinta-feira santa, excluindo-se a contagem dos domingos. A Quaresma é um tempo forte de espiritualização da vida cristã, realizada por meio de: 1º. mais freqüente e fervorosa oração; 2º. de jejuns e mortificações para corrigir pecados, tendências pecaminosas, maus hábitos e vícios perniciosos; 3º. de boas obras de caridade fraterna; 4º. de mais assídua e piedosa participação nos sacramentos da Confissão e da Eucaristia; 5º. de participação consciente e ativa nas celebrações da comunidade paroquial.
            A Quaresma é, também, um tempo forte de espiritualização, conversão, penitência e caridade, em preparação para um tempo ainda maior de espiritualidade que é a Páscoa. Numa palavra: a Quaresma é uma caminhada de preparação para a Páscoa da ressurreição de Jesus.
            Podemos sintetizar esses dois tempos: Quaresma e Páscoa, em duas palavras: morte e ressurreição. Essas duas palavras estão fortemente ligadas a Jesus Cristo, nosso salvador e mestre, durante a Quaresma. Ele passou pela paixão e morte de cruz para chegar à ressurreição gloriosa. Por isso, aliás, na Quaresma, nós recordamos e celebramos a paixão e morte de Jesus para apropriarmo-nos do perdão e da salvação que nos mereceu, e em seguida celebramos solenemente a Páscoa da ressurreição. O objetivo final do caminho de Jesus era a ressurreição. O nosso caminho Quaresmal também deve ser este: chegarmos à Páscoa como pessoas ressuscitadas, com Jesus.
            Nesta Quaresma, como Jesus, também nós precisamos passar da morte para a vida. Precisamos “fazer morrer” em nós os nossos erros e vícios, nossas misérias humanas, nossos egoísmos, vaidades, orgulhos, invejas, ressentimentos, mágoas, falsidades, infidelidades, erotismos, enganações e trapaças, para podermos “ressuscitar” como pessoas renovadas, para de uma vida cristã mais convertida, espiritualizada e produtiva de muitas boas obras de caridade e fraternidade.
            Na quaresma devemos “sepultar” com Jesus, todos aqueles pecados, maus hábitos de vida, tendências viciosas que nos incomodam, nos levam a ofender a Deus e ao próximo, e que não nos deixam sermos bons como gostaríamos, a fim de ressuscitar com Jesus, para uma vida renovada no amor a Deus, ao próximo e a nós mesmos.