15 de março de 2018

Primeiro Mandamento: “Amar a Deus sobre todas as coisas”.


T R I N D A D E
Amar a Deus mais do que a todas as coisas é colocar Deus em primeiro lugar em nossa vida. Porque Ele é amor infinito e nos ama com amor eterno, personalizado, misericordioso, gratuito e incondicional, deve ocupar o primeiro lugar em nosso coração. Porque ele é o maior tesouro, a maior riqueza e a fonte de todas as bênçãos para nossas vidas, merece e precisa ser o primeiro entre todos os valores, precisa ocupar o primeiro lugar. Quando damos a Deus o “seu lugar”, “o altar principal” no nosso coração, saberemos colocar todos os outros valores e todas as outras coisas no seu devido lugar. E saberemos substituir os não-valores por valores preciosos.
Para colocar Deus em primeiro lugar, para amá-Lo com toda vibração do coração, e para tê-Lo como a maior riqueza, é preciso “sentir-se amado por ele”, é preciso perceber todas as provas de amor que Deus Pai, que o Filho-Jesus e que o Espírito Santo já nos deram e nos dão a cada dia. É a vivência de uma amizade profunda e cultivada com o Deus-Trindade, é um amor entranhado e experimentado para com Ele que nos levam a colocar “Deus em primeiro lugar”.
Ao colocarmos Deus em seu devido lugar, isto é, em primeiro lugar, todas as outras pessoas e coisas passarão a ocupar o seu respectivo lugar na verdadeira escala de valores. Aliás, só quando colocamos a Deus em primeiro lugar é que encontraremos a melhor forma de amar, de valorizar e de servir às pessoas humanas, e de usar de forma correta e sábia toda a criação divina.
Quando Deus ocupa o seu devido lugar em nossos corações e em nossas vidas, viveremos a verdadeira fé, sentiremos a força da esperança, e saberemos o significado da caridade, bem como de tudo quanto ela é capaz de realizar em relação a Deus e aos irmãos. Mais. A adoração, o louvor, a glorificação, a ação de graças, a rendição, a busca do perdão divino, enfim, todas as formas de oração brotarão do coração, naturalmente, como de uma fonte.
Quando vivemos no amor supremo de Deus, sentiremos horror a todo tipo de pecado contra o primeiro mandamento, ou seja, a todo tipo de idolatria, superstição, magia, adivinhação, irreligião, enfim, a tudo o que queira ocupar o lugar de Deus em nossas vidas. Sentiremos horror a todo pecado, pois ele ofende a Deus, o bem supremo. Amar a Deus sobre todas as coisas: eis a fonte de todas as bênçãos.


10 de março de 2018

OS DEZ MANDAMENTOS



Os dez mandamentos dados por Deus ao ser humano, e a cada um de nós em particular, são um sinal luminoso do seu grande amor para conosco. Um bom pai, porque ama seus filhos e os quer sadios, felizes, bons, honestos, trabalhadores e realizados, procura ensiná-los, dar-lhes bons conselhos e sábias orientações de vida. Assim também, porque nos ama, e quer sempre o nosso bem, nosso Pai celeste nos dá dez grandes ensinamentos em forma de mandamentos. Eles são grandes provas do  amor do Pai para conosco.
Qual a mística dos dez mandamentos?  Uso a palavra “mística” no sentido de “espírito”, de “ótica espiritual”, de “objetivo íntimo”, de “finalidade última”. A mística, o espírito, a ótica, o objetivo, a finalidade dos dez mandamentos está no amor, encontra-se no grande amor de Deus, Uno e Trino, para com o ser humano. Deus, que nos criou à sua imagem e semelhança e que nos ama com amor eterno, quer orientar-nos pelos caminhos da verdade, do bem e da felicidade. Deus demonstra seu grande amor para conosco, também por meio dos dez mandamentos.
Nos dez mandamentos, Deus Pai nos educa para que vivamos em profundidade o “amor a Deus”, e o “amor ao próximo”. Os primeiros três mandamentos nos educam para o nosso relacionamento de amor para com o Deus Trindade. Os outros sete mandamentos nos educam para um verdadeiro amor ao próximo.
Quando um bom pai ensina, dá conselhos, exorta, chama atenção, e até dá ordens ao filho, sempre o faz por amor e para o bem do mesmo, porque o ama. É por infinito amor para conosco, seus filhos, que o Pai celeste nos dá os dez mandamentos. São diretivas de amor para o nosso bem maior. São setas indicativas do caminho verdadeiro para nossa vida. Quem vive esses mandamentos vive a verdadeira hierarquia de valores, caminha na verdade, faz sempre e só o bem, é mais feliz e sadio, granjeia o respeito, a estima e a admiração de seus irmãos. E sobretudo, tem a garantia do bem-querer e da bênção do Pai celeste, exatamente por lhe ser obediente. Obedecer aos mandamentos é obedecer e amar a Deus Pai, a Jesus e ao Espírito Santo. A fidelidade na obediência aos dez mandamentos traz as melhores bênçãos divinas.

1 de março de 2018

DEVOÇÃO A SÃO JOSÉ







INICIAMOS HOJE O MÊS DE MARÇO, DEDICADO A SÃO JOSÉ. ESPOSO DA VIRGEM MÃE DE JESUS, PATRONO DA SANTA IGREJA, GRANDE PROVEDOR DAS NECESSIDADES MATERIAIS DAS COMUNIDADES E OBRAS DE CARIDADE.

ESTA ORAÇÃO É TÃO SINGELA MAS MUITO AGRADÁVEL 
E BEM RECEBIDA POR SÃO JOSÉ. 
FÁCIL DE DECORAR.
REZÁ-LA DE MANHÃ E À NOITE. 

ORAÇÃO  A  SÃO  JOSÉ

São José, meu terno pai,/
ponho-me para sempre
sob a vossa proteção./
Considerai-me como
vosso(a) filho(a),/
preservai-me de todo pecado,/
acolhei-me em vossos braços/
para que me acompanheis
no caminho da virtude,/
e me assistais
na hora morte. / Amém!
 



25 de fevereiro de 2018

ADORAÇÃO E SANTIDADE



            Adorar é entrar em contato com Deus, é estabelecer uma comunhão com Deus, reconhecendo-O como Deus, proclamando-O como Deus, bendizendo-O por Ele ser Deus, glorificando-O por seus atributos, virtudes e qualidades divinas, declarando-O como o Deus único, verdadeiro, Uno e Trino. A essência da adoração está no reconhecimento da divindade, na proclamação de que “Deus é Deus”! De que o Pai é Deus, o Filho é Deus, o Espírito Santo é Deus. Um Deus só, em três pessoas realmente distintas.
            Deus é santo. A santidade é um atributo da divindade. Deus é três vezes santo, isto é, santíssimo. Por ser santíssimo, Deus Trindade só pensa o que é santíssimo, deseja o que é santíssimo, fala o que é santíssimo, faz aquilo que é santíssimo e vive de forma santíssima.
            Por isso, porque a adoração é o reconhecimento, a aceitação, a proclamação da divindade de Deus, todo aquele que faz adoração entra em contato com a santidade de Deus e se sente chamado e impulsionado a viver em santidade.
            Do lado de Deus existe a santidade divina, perfeita. Do lado do ser humano existe o pecado, que é o oposto da santidade. A fraqueza humana, as más inclinações, as consequências do pecado original, os atos de pecados graves ou leves são o oposto da santidade. Por isso, o adorador, aos poucos, vai conhecendo e experimentando a santidade divina e passa a perceber que a sua realidade é inversa à santidade, e percebe que o seu pecado é o oposto da adoração. Com isto se sente chamado à conversão, às mudanças de vida que sejam opostas da adoração.
            À medida que o adorador progride em qualidade de sua adoração pela comunhão com o Deus adorado, vai tomando consciência de que deve cultivar permanentemente sua conversão do mal para o bom, do imperfeito para o perfeito, do pecado para a graça divina. Ao mesmo tempo, sente que deve se assemelhar cada vez mais com o Deus adorado no seu modo de pensar, de julgar, de desejar, de falar, de fazer e de viver.
            Com o progresso da adoração, com o aumento da capacidade de adorar, o coração humano vai recolhendo sempre mais as graças divinas de cada adoração, vai se purificando sempre mais de seus pecados, e vai crescendo na vivência das virtudes cristãs, e se torna um pouco mais parecido com o Deus a quem adora.
            A palavra de Deus usada oportunamente na adoração ilumina o coração adorador, quer a respeito do pecado que deve ser extirpado, eliminado, e principalmente a respeito das virtudes a serem cultivadas e vividas numa vida de santidade.
            O próprio Espírito Santo conduz esse processo de santificação por meio da adoração. Ele faz com que a santidade divina, aos poucos, contagie o adorador, cresça nele, e se torne progressiva. É dessa ação do Espírito Santo que a santidade divina vai tomando conta do coração adorador, tornando-o cada vez mais santo.
            A adoração é um excelente caminho para a santidade.

10 de fevereiro de 2018

ADORAÇÃO: A ORAÇÃO DO CÉU


            Adorar é reconhecer e declarar que Deus é Deus, que Ele é o único, o verdadeiro, o três vezes santo, aquele que tem todos os atributos, virtudes e qualidades em grau divino, e portanto, insuperáveis e incomparáveis. A adoração é a primeira atitude que devemos tomar quando nos apresentamos diante de Deus. A adoração se abre num leque como louvor, glorificação, exaltação, ação de graças, intercessão e súplica.
            No céu, a grande e mais importante oração é a adoração. Ali, a oração de adoração é realizada sem cessar por todos os Anjos e Santos, pois todos estão na presença facial de Deus, e vivem eternamente na Sua presença. Porque veem a Deus face a face e contemplam todas as suas grandezas, atributos, virtudes e qualidade de uma forma extraordinária, os corações prorrompem espontaneamente em adoração permanente.
             Contemplando a Deus como Ele é na sua divindade, unidade e trindade, cada ser celeste: Anjo ou Santo, prorrompe na sua adoração pessoal, glorificando-O, exaltando-O, bendizendo-O sem cessar.
            Estando diante de Deus, face a face, cada uma das pessoas humanas que estão no céu, iluminadas pela luz divina, têm uma visão plena e perfeita de como foi sua vida na terra, como e quanto os seus pecados todos foram perdoados durante toda sua vida, quantas graças e bênçãos receberam desde a concepção até a morte, como Deus foi misericordioso e maravilhoso durante toda sua vida. Diante dessa visão perfeita das misérias humanas vividas, mas também do perdão e da salvação acontecida durante toda a vida, cada qual reconhece a divina bondade manifesta em toda a vida e com tudo isso, passa a sentir toda necessidade de adorar sem cessar ao Deus Santo e Salvador.
            A imaginação mística e litúrgica nos falam de “coros celestes” de Anjos e de Santos que adoram sem cessar por meio de cantos de adoração, de glorificação e de exaltação ao Deus que está sentado em seu trono de glória. São coros solenes e perfeitos de acordo com a grandeza e a dignidade divinas. Estes coros se revezam diante do trono de Deus para que a adoração seja sem cessar.
            A partir da adoração dirigida à Trindade e a cada uma das Pessoas divinas, brotam outras formas de oração. A oração de louvor à divindade,  à grandeza e à glória de Deus fica entremeada com a própria adoração. Esse louvor se dirige para Deus elogiando-o antes de tudo por aquilo que Ele é. Depois, o louvor continua por causa de tudo aquilo que Deus fez na vida e na história de casa pessoa celeste, e por fim prossegue por causa de tudo aquilo que Deus fez na humanidade até aquele momento.
            Da adoração nasce também a oração de ação de graças. Os Anjos e Santos rendem graças à Trindade por todas as graças e bênçãos recebidas pessoalmente, bem como por todas aqueles derramadas sobre a humanidade. Os coros de Anjos e Santos se revezam nos hinos solenes de ações de graças.

            Fluindo da adoração, nasce a oração de intercessão. É a oração que os Anjos e Santos elevam a Deus em favor das almas do purgatório e em favor dos seres humanos que ainda estão vivendo no planeta terra. Reconhecendo como foram imprescindíveis as graças divinas para sua salvação e santidade, as pessoas humanas que estão no céu procuram interceder para que seus familiares, parentes, amigos, e muitas pessoas sejam agraciadas a fim de poderem se salvar.