25 de fevereiro de 2018

ADORAÇÃO E SANTIDADE



            Adorar é entrar em contato com Deus, é estabelecer uma comunhão com Deus, reconhecendo-O como Deus, proclamando-O como Deus, bendizendo-O por Ele ser Deus, glorificando-O por seus atributos, virtudes e qualidades divinas, declarando-O como o Deus único, verdadeiro, Uno e Trino. A essência da adoração está no reconhecimento da divindade, na proclamação de que “Deus é Deus”! De que o Pai é Deus, o Filho é Deus, o Espírito Santo é Deus. Um Deus só, em três pessoas realmente distintas.
            Deus é santo. A santidade é um atributo da divindade. Deus é três vezes santo, isto é, santíssimo. Por ser santíssimo, Deus Trindade só pensa o que é santíssimo, deseja o que é santíssimo, fala o que é santíssimo, faz aquilo que é santíssimo e vive de forma santíssima.
            Por isso, porque a adoração é o reconhecimento, a aceitação, a proclamação da divindade de Deus, todo aquele que faz adoração entra em contato com a santidade de Deus e se sente chamado e impulsionado a viver em santidade.
            Do lado de Deus existe a santidade divina, perfeita. Do lado do ser humano existe o pecado, que é o oposto da santidade. A fraqueza humana, as más inclinações, as consequências do pecado original, os atos de pecados graves ou leves são o oposto da santidade. Por isso, o adorador, aos poucos, vai conhecendo e experimentando a santidade divina e passa a perceber que a sua realidade é inversa à santidade, e percebe que o seu pecado é o oposto da adoração. Com isto se sente chamado à conversão, às mudanças de vida que sejam opostas da adoração.
            À medida que o adorador progride em qualidade de sua adoração pela comunhão com o Deus adorado, vai tomando consciência de que deve cultivar permanentemente sua conversão do mal para o bom, do imperfeito para o perfeito, do pecado para a graça divina. Ao mesmo tempo, sente que deve se assemelhar cada vez mais com o Deus adorado no seu modo de pensar, de julgar, de desejar, de falar, de fazer e de viver.
            Com o progresso da adoração, com o aumento da capacidade de adorar, o coração humano vai recolhendo sempre mais as graças divinas de cada adoração, vai se purificando sempre mais de seus pecados, e vai crescendo na vivência das virtudes cristãs, e se torna um pouco mais parecido com o Deus a quem adora.
            A palavra de Deus usada oportunamente na adoração ilumina o coração adorador, quer a respeito do pecado que deve ser extirpado, eliminado, e principalmente a respeito das virtudes a serem cultivadas e vividas numa vida de santidade.
            O próprio Espírito Santo conduz esse processo de santificação por meio da adoração. Ele faz com que a santidade divina, aos poucos, contagie o adorador, cresça nele, e se torne progressiva. É dessa ação do Espírito Santo que a santidade divina vai tomando conta do coração adorador, tornando-o cada vez mais santo.
            A adoração é um excelente caminho para a santidade.

10 de fevereiro de 2018

ADORAÇÃO: A ORAÇÃO DO CÉU


            Adorar é reconhecer e declarar que Deus é Deus, que Ele é o único, o verdadeiro, o três vezes santo, aquele que tem todos os atributos, virtudes e qualidades em grau divino, e portanto, insuperáveis e incomparáveis. A adoração é a primeira atitude que devemos tomar quando nos apresentamos diante de Deus. A adoração se abre num leque como louvor, glorificação, exaltação, ação de graças, intercessão e súplica.
            No céu, a grande e mais importante oração é a adoração. Ali, a oração de adoração é realizada sem cessar por todos os Anjos e Santos, pois todos estão na presença facial de Deus, e vivem eternamente na Sua presença. Porque veem a Deus face a face e contemplam todas as suas grandezas, atributos, virtudes e qualidade de uma forma extraordinária, os corações prorrompem espontaneamente em adoração permanente.
             Contemplando a Deus como Ele é na sua divindade, unidade e trindade, cada ser celeste: Anjo ou Santo, prorrompe na sua adoração pessoal, glorificando-O, exaltando-O, bendizendo-O sem cessar.
            Estando diante de Deus, face a face, cada uma das pessoas humanas que estão no céu, iluminadas pela luz divina, têm uma visão plena e perfeita de como foi sua vida na terra, como e quanto os seus pecados todos foram perdoados durante toda sua vida, quantas graças e bênçãos receberam desde a concepção até a morte, como Deus foi misericordioso e maravilhoso durante toda sua vida. Diante dessa visão perfeita das misérias humanas vividas, mas também do perdão e da salvação acontecida durante toda a vida, cada qual reconhece a divina bondade manifesta em toda a vida e com tudo isso, passa a sentir toda necessidade de adorar sem cessar ao Deus Santo e Salvador.
            A imaginação mística e litúrgica nos falam de “coros celestes” de Anjos e de Santos que adoram sem cessar por meio de cantos de adoração, de glorificação e de exaltação ao Deus que está sentado em seu trono de glória. São coros solenes e perfeitos de acordo com a grandeza e a dignidade divinas. Estes coros se revezam diante do trono de Deus para que a adoração seja sem cessar.
            A partir da adoração dirigida à Trindade e a cada uma das Pessoas divinas, brotam outras formas de oração. A oração de louvor à divindade,  à grandeza e à glória de Deus fica entremeada com a própria adoração. Esse louvor se dirige para Deus elogiando-o antes de tudo por aquilo que Ele é. Depois, o louvor continua por causa de tudo aquilo que Deus fez na vida e na história de casa pessoa celeste, e por fim prossegue por causa de tudo aquilo que Deus fez na humanidade até aquele momento.
            Da adoração nasce também a oração de ação de graças. Os Anjos e Santos rendem graças à Trindade por todas as graças e bênçãos recebidas pessoalmente, bem como por todas aqueles derramadas sobre a humanidade. Os coros de Anjos e Santos se revezam nos hinos solenes de ações de graças.

            Fluindo da adoração, nasce a oração de intercessão. É a oração que os Anjos e Santos elevam a Deus em favor das almas do purgatório e em favor dos seres humanos que ainda estão vivendo no planeta terra. Reconhecendo como foram imprescindíveis as graças divinas para sua salvação e santidade, as pessoas humanas que estão no céu procuram interceder para que seus familiares, parentes, amigos, e muitas pessoas sejam agraciadas a fim de poderem se salvar.

31 de janeiro de 2018

ADORAR SEM CESSAR


            A adoração é o reconhecimento  e a proclamação da divindade de Deus. É reconhecer e proclamar que Deus é o Deus único, verdadeiro, Uno e Trino. Pela fé se reconhece a divindade e pelo coração se proclama  que Deus é Deus, e como tal Ele é o princípio de todas as coisas criadas.
            A primeira atitude quando nós nos colocamos diante de Deus deve ser sempre a adoração, isto é, o reconhecimento e a proclamação de sua divindade e de todos os seus atributos, virtudes e qualidades divinas. Ao estarmos diante de Deus precisamos reconhecer que Ele é Deus e que nós somos suas criaturas amadas que o aceitamos, a Ele nos submetemos, o glorificamos e engrandecemos.
            Após entrarmos em sua presença e realizarmos um momento de adoração é que O louvamos por todos os seus atributos, por todas as suas obras da criação, da salvação e da santificação da humanidade; O glorificamos pela grandiosidade de suas obras no universo; O bendizemos por todo seu amor manifesto para com os seres humanos; Lhe apresentamos as nossas necessidades e Lhe fazemos os nossos pedidos; a Ele dirigimos os nossos pedidos de perdão e suplicamos a sua misericórdia.
            Todos os dias, iluminados pela nossa fé no Deus verdadeiro e impulsionados pela nossa devoção para com Ele, fazemos da nossa primeira oração uma adoração explícita, para sentirmo-nos realmente na presença divina, e diante dEle prosseguirmos com nossa oração.
            Nossa adoração deve estar presente em todos os momentos do nosso dia a dia. Quando acordamos, O adoramos elevando o nosso coração na Sua presença e Lhe agradecemos por um novo dia concedido a nós e a todos os nossos familiares. Agradecemos e louvamos pelo alimento que consumiremos, pelo trabalho que realizaremos, enfim por todos os momentos desse dia recebido de sua bondade.
            Quando reservamos um tempo particular para a nossa oração pessoal, ao entrar na presença divina, iniciamos a nossa oração por meio de um momento de adoração, reconhecendo antes de tudo, a Sua divindade, proclamando-o como Deus, como Deus Uno e Trino, como Deus verdadeiro, e declarando a nossa submissão, a nossa rendição, a nossa glorificação por sua divindade e o nosso louvor por Ele ser Deus.
            Quando contemplamos as belezas do nosso planeta Terra, as belezas de um pôr de sol, de um amanhecer, das mil variedades do verde das árvores, as belezas das flores, das árvores carregadas de frutos, a variedade de insetos, borboletas e animais de toda espécie, quando olhamos para o rosto das pessoas e reconhecemos a sua individualidade e beleza, somos iluminados por nossa fé e impulsionados a reconhecer que tudo foi criado pelo Deus em quem cremos e adoramos de todo coração.

            Ao elevarmos o nosso coração para o alto, encontramos sempre antes de tudo a Deus. E diante dEle nossa primeira atitude é o reconhecimento de sua divindade, é o nosso primeiro gesto de adoração. Essa adoração se abre como um leque em: louvor, glorificação, exaltação, submissão, pedido de perdão, súplicas e pedidos de bênçãos. 

25 de janeiro de 2018

ADORAÇÃO E ORAÇÃO DE LOUVOR


            A adoração é o reconhecimento e a proclamação da divindade do Deus único, uno e trino. É reconhecer que Deus é Deus, e proclamar a sua divindade. Pela adoração, olhamos para Deus e reconhecemos a sua verdadeira identidade, aquilo que Ele é. E dizemos: Ele é Deus!!
            Quando adoramos a Deus, vamos descobrindo sempre mais a sua absoluta perfeição, e todas as perfeições divinas dos seus atributos, qualidades e virtudes. Descobrimos que Deus é santo, e que a sua santidade é divina, isto é, absoluta, perfeita, incomparável. Descobrimos que Ele é onisciente, onipotente, bondoso, misericordioso, justo, fiel, onipresente, belo, eterno, imutável, criativo, amoroso, com mais todas as qualidades e virtudes que possam existir. Mas descobrimos com alegria que todas elas são divinas, isto é, em grau absoluto, incomparável e divino.
            É então que naturalmente nasce no coração a oração de louvor. Diante das maravilhas dos atributos, das qualidades e virtudes divinas, brota no coração o impulso de louvar a Deus por tudo aquilo que Ele é, por aquilo que Ele fez no universo e na humanidade, e por tudo aquilo que Ele nos fez.
            Louvar é elogiar, é fazer elogios. A oração de louvor é aquela pela qual nos elogiamos ao Deus único, uno e trino, por aquilo que Ele é, e por todas as suas perfeições. Nós vamos recordando uma determinada qualidade em Deus e por nossas próprias palavras vamos tecendo elogios.
            A oração de louvor brota naturalmente da adoração. Quando adoramos somos naturalmente induzidos ao louvor de Deus, pois a adoração revela a grandeza divina. Ao mesmo tempo, quando louvamos a Deus por algum atributo, qualidade ou virtude, nós estaremos adorando.
            Quando a adoração é realizada em grupo ou comunidade, onde as pessoas oram espontaneamente, a louvação surge naturalmente nas orações, em forma de oração falada ou cantada. É o louvor em adoração.
            O melhor louvor em adoração é aquele que louva, antes de tudo, por aquilo que Deus é, ou seja, por sua divindade e por suas qualidades, virtudes e atributos.
Podemos também louvar a Deus por tudo aquilo que Ele fez, ou seja, por todas as suas obras criadas no universo. Porque reconhecemos que essas obras todas são criações de Deus, o louvor por elas se torna adoração.
Podemos também louvar a Deus por tudo aquilo que Ele nos fez e continua nos fazendo. Porque são obras divinas, esse louvor se torna adoração.

A oração de louvor, por ser muito simples, pois consiste em fazer elogios por qualidades ou obras magníficas realizadas por Deus, ela facilita e enriquece a adoração que realizamos diante do Deus único, Uno e Trino.

17 de janeiro de 2018

ADORAÇÃO E VIDA CRISTÃ


            A adoração consiste no reconhecimento e na proclamação da divindade de Deus. É reconhecer e proclamar que Deus é Deus, é o único e, portanto, o verdadeiro. O ato da adoração brota do coração iluminado pela fé e se dirige para Deus. Movido pela adoração, o coração humano se dirige para Deus professando sua fé, sua aceitação da divindade, sua entrega confiante, sua sujeição, e se manifesta por meio de louvores, de ações de graças, de proclamações e exaltações da divindade.
            A adoração realiza uma comunicação profunda entre o coração humano e o Deus que é adorado. Essa comunicação se torna a fonte principal da vida cristã. Porque crê em Deus, porque o adora, porque o aceita e a Ele se rende, o coração humano passa a fazer dos mandamentos divinos, dos Seus conselhos e das Suas palavras as normas de vida cristã.
            Pela fé e pela adoração, o coração do cristão reconhece o profundo amor de Deus que o criou, que o salva e que o santifica, e reconhece com clareza que os ensinamentos divinos são todos movidos pelo amor que Deus tem para com o ser humano. E este, então, com zelo e alegria procura pautar sua vida de acordo com a vontade divina manifesta por Suas palavras. Dessa forma o cristão passa a viver a sua vida pessoal, familiar, comunitária,  social e religiosa de acordo com os divinos ensinamentos.
            Movido pelo espírito de adoração, o cristão vai formando seu modo de pensar, de falar, de desejar, de querer, de agir ou de não agir, bem como seu modo de viver, conforme a Palavra de Deus. Dessa forma vai edificando sua interioridade, sua personalidade, seu caráter e todas as suas relações sociais, constituindo a autenticidade de sua vida cristã.
            Essa vida cristã edificada sobre a Palavra de Deus e vivida pessoalmente por convicção, propicia uma vida matrimonial também edificada sobre os ensinamentos divinos. A vida cristã pessoal se une à vida cristã do consorte, o que gera uma família cristã que vive como tal. Esta se torna, aliás, a garantia de que os filhos que completam a família terão um lar exemplar de vida cristã, crescerão assimilando na atmosfera do lar, a verdadeira hierarquia dos valores cristão. Serão pais cristãos a formar filhos cristão.
            Nessa escola de vida cristã, os pais como mestres, e os filhos como discípulos, formam-se para a vida comunitária e social, sabendo sempre sobrepor os valores cristãos aos contravalores que o mundo apresenta. Esses pais e filhos serão “uma luz que brilha na trevas” pelo exemplo de vida, pelo testemunho de suas palavras e pela coerência de seus atos.

            O espírito de adoração induz sempre, e com fidelidade, a uma vida cristã autêntica e exemplar.